VIM, VI E VENCI

Brasileiros ricos mudam para Miami, que emergiu na pandemia como novo polo financeiro e cultural dos EUA

*Por Julianna Sayuri (texto) e Alex Kprolkovas (fotos) do Tab uol em Miami

“Bye, Brasil”

Não é o primeiro auge da Flórida. Os brasileiros de classe média vieram nos tempos do Plano Real (1994), que instituiu a paridade de R$ 1 para US$ 1 — na época, empresas como Odebrecht e Embraer se instalaram em território norte-americano, transferindo seus funcionários. A onda também levou para lá trabalhadores como babás, domésticas e motoristas.

No segundo fluxo (de 1999 até a crise de 2008), foi a vez da migração para trabalhar com construção civil e infraestrutura, ou para arriscar abrir pequenos negócios. Mas o controle mudou pós-11 de Setembro: os EUA endureceram as regras e passaram a deportar imigrantes sem documentos, o que não acontecia antes com frequência.

Desde 2009, na onda atual, brasileiros mais graúdos passaram a investir em imóveis em Miami. E, desde 2020, outros decidiram deixar o Brasil para trás, mudar de vez e correr atrás do sonho americano.

Do alto escalão do Citibank e transferido para os EUA na década de 1980, o advogado Aloysio Vasconcellos, 78, viu de perto o vaivém dessas ondas como presidente da Brazilian International Foundation, que controla o BBG (Brazilian Business Group). Já viu a chegada de imigrantes engravatados, depois de “aventureiros” com uma mão na frente e outra atrás.

https://tab.uol.com.br/edicao/miami/#page19

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